O USO DE SMARTPHONES EM AMBIENTES HOSPITALARES



Será que conseguiríamos viver sem os aplicativos e todas as funções dos smartphones nos dias de hoje? Esse objeto está inserido em nossas vidas de tal forma que quando não o temos a sensação é de estar faltando algo em nossas mãos e até mesmo em nossas mentes. Ele se tornou algo tão próximo e tão imprescindível, que para a maioria, já não pode viver sem. Cheio de funções, esses smartphones, estão presentes na vida de muitos profissionais, inclusive os que trabalham na área da saúde. Mas, seu uso é defendido por uns e atacados por outros.


Temos dois contrapontos: de um lado o uso do celular como instrumento de trabalho e do outro o seu uso como risco de infecção dentro dos ambientes hospitalares.


Um exemplo de sucesso para a primeira situação é o uso dos smartphones em cirurgias neuroendoscópicas. O Hospital das Clínicas da Universidade de São Paulo mostra uma experiência de sucesso com repercussão internacional sobre a utilização de um celular como monitor de algumas cirurgias neurológicas. O artigo de Mandel et al (2018) relata essa experiência e, ainda afirma que o uso dessa tecnologia pode ter um impacto significativo em locais com pouca infraestrutura.


Ilustrando a segunda situação, temos os celulares como objeto cheio de bactérias com grande potencial de contaminação. Não é para menos, eles vivem nas mãos das pessoas e, as mãos são consideradas a principal via de transmissão de microrganismos. Como exemplo, o artigo de Cunha et al (2016) avaliou o grau de contaminação dos aparelhos celulares de cirurgiões, anestesistas, enfermeiros, perfusionistas e instrumentadores de um bloco cirúrgico em um hospital. Você já pode imaginar os resultados dessa pesquisa: 88% dos celulares estavam colonizados com bactérias potencialmente contaminantes.


Precisamos refletir como os smartphones podem nos ajudar, mas principalmente, como eles podem ser prejudiciais também. Cabem a nós profissionais da área da saúde, ter consciência, responsabilidade, sensibilidade e senso crítico e manter um ambiente sem riscos aos usuários do sistema de saúde tanto público quanto privado.


E então? Qual a sua contribuição?

Links:

https://g1.globo.com/sp/sao-paulo/noticia/medicos-do-hospital-das-clinicas-usam-celular-para-monitorar-cirurgias-no-cerebro.ghtml

https://www1.folha.uol.com.br/equilibrioesaude/2018/03/88-dos-celulares-em-salas-cirurgicas-estao-contaminados.shtml

https://online.unisc.br/seer/index.php/epidemiologia/article/view/6717

http://thejns.org/doi/pdf/10.3171/2017.6.JNS1712


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